De Quality Office a Business Assurance Layer: QE para um organismo da UE

Jul 15, 2026

Um organismo da União Europeia responsável pela gestão dos direitos de propriedade intelectual em toda a Europa — marcas, desenhos e outros registos que afetam centenas de milhares de empresas — implementou com a MTP uma Quality Office que, ao longo do tempo, evoluiu da execução de testes funcionais para uma capacidade completa de Quality Engineering: cibersegurança, UX, automação, testes contínuos, integração BDD/TDD, metodologia Agile e a criação de um Business Assurance Layer (BAL) para projetos de cooperação europeia. Na área de automação de segurança DAST, a MTP automatizou 54 casos de teste e alcançou uma cobertura de 21% dos planos de testes de segurança dinâmicos de seis aplicações corporativas.

De Quality Office a Business Assurance Layer: como um organismo da UE evoluiu o seu modelo de qualidade com a MTP

O contexto: qualidade de software onde os erros afetam direitos legais em toda a Europa

Um organismo da União Europeia responsável pela gestão dos direitos de propriedade intelectual — marcas, desenhos e outros títulos de proteção que afetam centenas de milhares de empresas e organizações em toda a Europa — opera uma infraestrutura tecnológica que não admite ambiguidades: as aplicações que gerem registos de propriedade intelectual têm de ser exatas, seguras, disponíveis e auditáveis.

Para este organismo, um erro nos sistemas de registo não é um incidente técnico. É um problema legal: afeta direitos reconhecidos, gera incerteza jurídica, expõe o organismo a reclamações e corrói a confiança das empresas que dependem dos seus serviços para proteger a sua propriedade intelectual no mercado europeu.

A organização precisava de mais do que uma empresa de testes. Precisava de um parceiro capaz de implementar uma função de Quality Engineering que abrangesse todos os seus projetos e atividades de manutenção de TI, com capacidade de evoluir à medida que o organismo adotava novas metodologias e alargava o seu âmbito a projetos de cooperação com outros organismos da UE.

A solução: uma Quality Office que cresceu até se tornar Business Assurance

A MTP implementou e operou uma Quality Office (QA Office) que, ao longo da relação, expandiu progressivamente o seu âmbito até se tornar uma capacidade integral de Quality Engineering.

  • Base: garantia de qualidade para todos os projetos de TI. A operação central abrange conceção e execução de testes funcionais, análise de código, testes de desempenho, testes de segurança, suporte a UAT, automação e testes contínuos. A MTP definiu os Master Test Agreement (MTA) do organismo, estabelecendo os padrões de qualidade aplicáveis a todos os projetos e atividades de manutenção.
  • Evolução para cibersegurança e automação avançada. Com o tempo, a Quality Office expandiu o seu âmbito para cibersegurança integrada, automação de processos e testes, integração de metodologias BDD e TDD, e suporte à transformação ágil das equipas do organismo. Um dos marcos concretos foi o desenvolvimento de um framework automatizado de testes de segurança DAST, construído sobre tecnologias open source (Maven, ZAP, Zalenium, Jenkins) e integrado nos pipelines de CI do organismo. Este framework foi aplicado com sucesso a seis aplicações corporativas e incluiu autenticação automática, crawling do mapa do site, análise passiva e ativa de vulnerabilidades, cobrindo mais de 30 categorias do standard OWASP, e geração automática de relatórios.
  • Criação do Business Assurance Layer (BAL). O passo mais estratégico da evolução foi a criação de uma camada de garantia do negócio (Business Assurance Layer) especificamente para os projetos do Serviço de Cooperação Europeia do organismo. O BAL traduz a função de quality engineering do plano técnico para o plano do negócio: não só assegura que o software funciona, como também que os projetos de TI entregam o valor de que o organismo necessita para as suas responsabilidades de cooperação à escala europeia.
  • UX e experiência digital. A capacidade de UX integrada no serviço assegura que os sistemas do organismo — acedidos por empresas de toda a Europa em múltiplos idiomas e contextos — sejam funcionais não só em termos técnicos, mas também em termos da experiência real dos utilizadores que registam e gerem os seus direitos de propriedade intelectual.

Métricas-chave

IndicadorResultado
TCs de segurança DAST automatizados54 casos de teste automatizados
Cobertura de planos de testes de segurança (STPs) via DAST21% de cobertura alcançada em 6 aplicações corporativas
Categorias OWASP cobertas na análise DAST+30 categorias do standard OWASP
Aplicações cobertas pelo framework DAST automatizado6 aplicações corporativas
Expansão do âmbito da Quality OfficeTestes funcionais → cibersegurança + UX + automação + BDD/TDD + Agile + Business Assurance Layer
Impacto em produção (defeitos, incidentes, tempo de ciclo)(Dados pendentes de obter — fundamentais para completar o OSIR)

Metodologia de medição

Os 54 casos de teste automatizados no framework DAST foram contabilizados a partir do repositório do projeto, validados face aos planos de testes de segurança (STPs) originais do organismo. A cobertura de 21% dos STPs foi calculada como a percentagem de cenários dos planos de testes de segurança dinâmicos cobertos pelo framework automatizado, sobre o universo total de STPs definidos para as seis aplicações-piloto. Os resultados da análise DAST são gerados automaticamente em relatórios online por versão, disponíveis para as equipas de segurança e desenvolvimento do organismo.

A sua organização precisa de ir além do testing e construir uma função de Quality Engineering que assegure o valor dos seus projetos de TI? Agende um Assessment de Maturidade QE com a MTP — sem custo, em duas semanas. Avaliamos o seu modelo atual e traçamos o caminho para uma operação de qualidade sustentável.

Agendar Assessment de Maturidade de QE — sem custo